Um dia
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Um dia - Sophia de Mello Breyner Andressen
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Foi apenas isto
Descia as escadas lentamente,
caiu uma linha fina por entre lamurias,
lá fora chovia,
as árvores agitavam.se, e perdeu-se tudo num singelo instante.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Saudades
Quando passo alguns dias fora sinto saudades. Sentimos saudades de tudo o que nos faz falta, das pessoas que gostamos, do nosso café, do cheiro da nossa casa. De tudo.
Os dias parece que têm mais horas e a saudade tora-se maior.
É apenas saudade.
Os dias parece que têm mais horas e a saudade tora-se maior.
É apenas saudade.
sábado, 30 de novembro de 2013
Songs to learn & sing - Echo and the Bunnymen
Um dos melhores discos de sempre.
No ano de 1985.
Como diria Ian McCulloch, contém a melhor canção de todos os tempos - The Killing Moon.
- "Rescue"
- "The Puppet"
- "Do It Clean"
- "A Promise"
- "The Back of Love"
- "The Cutter"
- "Never Stop"
- "The Killing Moon"
- "Silver"
- "Seven Seas"
- "Bring on the Dancing Horses"
Sábados da minha vida I 1
Aos Sábados toca-se aqui uma canção da minha vida.
Hoje a minha canção é I Bet you look good on the dance floor, dos Artic Monkeys.
E a história foi que um dos meus ex-directores disse.me que esta música não era para qualquer um, e que o concerto que viu em Lisboa no Coliseu, foi o melhor da vida, e o homem já caminhava depois dos 50, e tinha muitos concertos nas pernas.
Hoje a minha canção é I Bet you look good on the dance floor, dos Artic Monkeys.
E a história foi que um dos meus ex-directores disse.me que esta música não era para qualquer um, e que o concerto que viu em Lisboa no Coliseu, foi o melhor da vida, e o homem já caminhava depois dos 50, e tinha muitos concertos nas pernas.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Stereophonics - Dakota
A minha relação com os Stereophonics é de longa data. Algo incompreendidos em Inglaterra, esta banda tem uma vasta legião de fãns nos Estados Unidos e quase que é lá que sentem o orgulho da sua música. Esta música é brilhante, e as guitarras nunca mais acabam. Tantas viagens que fiz com esta canção (principalmente ao norte). Já os vi duas vezes ao vivo, mas não conseguiram captar a atenção do nosso público. A minha relação com eles fechou-se com esta canção e com o seu concerto no Optimus Alive em Julho deste ano.
Drinking back, drinking for two
Drinking with you
And drinking was new
Sleeping in the back of my car
We never went far
Needed to go far
Os erros
A confusão a fraude os erros cometidos
A transparência perdida — o grito
Que não conseguiu atravessar o opaco
O limiar e o linear perdidos
Deverá tudo passar a ser passado
Como projecto falhado e abandonado
Como papel que se atira ao cesto
Como abismo fracasso não esperança
Ou poderemos enfrentar e superar
Recomeçar a partir da página em branco
Como escrita de poema obstinado?
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
A transparência perdida — o grito
Que não conseguiu atravessar o opaco
O limiar e o linear perdidos
Deverá tudo passar a ser passado
Como projecto falhado e abandonado
Como papel que se atira ao cesto
Como abismo fracasso não esperança
Ou poderemos enfrentar e superar
Recomeçar a partir da página em branco
Como escrita de poema obstinado?
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
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