segunda-feira, 10 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
Soneto de Carnaval
Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado é uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
Vinicius de Moraes, in 'Antologia Poética'
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado é uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
Vinicius de Moraes, in 'Antologia Poética'
domingo, 2 de março de 2014
O novo Universo
Foi então que na história mágica, parecia quase que a chuva ia desaparecer. Mas não. Winston pegou no copo e bebeu vagarosamente o líquido. depois desse dia, ela nunca mais lhe ligou. Foram anos de solidão, sem esperança e sem força. Até ao dia em que o mar galgou o paredão. Estávamos no ano da graça de Deus de 1957.
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