terça-feira, 8 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Waiting for you everytime
Mas talvez não me ficasse bem sem ouvir o novo disco que está aí a cair.
Talvez nunca nos surpreenda. Tenho para mim que ele nunca me vai desiludir, mesmo que não cumpra aquilo que estabeleceu para si mesmo.
Será sempre o nosso Morrissey.
Em escuta o novo disco.
Para Atravessar Contigo o Deserto do Mundo
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'
domingo, 29 de junho de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
Soneto de Carnaval
Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado é uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
Vinicius de Moraes, in 'Antologia Poética'
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado é uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
Vinicius de Moraes, in 'Antologia Poética'
domingo, 2 de março de 2014
O novo Universo
Foi então que na história mágica, parecia quase que a chuva ia desaparecer. Mas não. Winston pegou no copo e bebeu vagarosamente o líquido. depois desse dia, ela nunca mais lhe ligou. Foram anos de solidão, sem esperança e sem força. Até ao dia em que o mar galgou o paredão. Estávamos no ano da graça de Deus de 1957.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
O UIvo - documentário sobre António Sérgio
O documentário sobre António Sérgio, o nosso génio, está a ser preparado para este ano de 2014.
A produção é de António Morais, e está em curso uma campanha de angariação de fundos - apoio do projecto no PPL, através de crowdfunding.
Eu já efectuei a minha contribuição para este projecto. Se quiserem fazer as vossas sigam este link.
http://ppl.com.pt/pt/prj/uivoantoniosergio
A produção é de António Morais, e está em curso uma campanha de angariação de fundos - apoio do projecto no PPL, através de crowdfunding.
Eu já efectuei a minha contribuição para este projecto. Se quiserem fazer as vossas sigam este link.
http://ppl.com.pt/pt/prj/uivoantoniosergio
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Sábados da Minha Vida I 8 - Legião Urbana (Que país é este?)
Música originalmente escrita em 1978, quando Renato Russo, vocalista da Legião Urbana, fazia parte do Aborto Eléctrico. É uma das letras mais fortes e politizadas da Legião Urbana, e que esteve para não ser gravada porque houve sempre a esperança de que as coisas mudassem e se transformasse obsoleta. No entanto ela é bem uma realidade no Brasil, mas também poderia ser adaptada a outros países. Faz parte do meu top por ter uma letra crítica, e pelo seu ritmo frenético.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Mogwai
O regresso dos Mogwai a Portugal em Junho, ao Optimus Primavera Sound.
Formados em 1995, na Escócia são carregadores de música instrumental, por vezes electrizante."Rave tapes", já anda por aí no seu regresso em 2014.
A ver, ou rever.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Sábados da minha vida I 7
Uma paixão de longe que se intensificou nos 90.
Uma música a lembrar outros ventos e outra marés.
Uma música a lembrar outros ventos e outra marés.
Optimus Primavera Sound 14 - O cartaz
Tendo em conta o preço, e as condições oferecidas, estamos na presença de um excelente cartaz.
Nomes fortes à cabeça, como The National ou Pixies, ou Caetano Veloso, embora o que mais me agrade sejam as bandas femininas e vozes, como Dum Dum Girls, Warpaint, Haim e ainda St. Vincent.
Depois há coisas giras como os Television, a tocarem o "Marquee Moon" e ainda Sky Ferreira e Pond.
Festa Garantida!
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Procuro
Procuro o amanhã.
Procuro o espaço por entre o vento.
Procuro está vida.
Procuro a chuva atravessada entre nós.
Procuro o espaço por entre o vento.
Procuro está vida.
Procuro a chuva atravessada entre nós.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Amar é não ser egoísta
Tenho a certeza que tu és o meu maior amigo, o mais dedicado, o melhor de todos. Como eu o vi hoje bem! Como tu és leal e bom! Tão diferente de todos os outros homens que para te pagar o que no futuro hei-de dever-te, será pequena a minha vida inteira, mesmo que ela seja imensa. Os outros, amando as mulheres, são como os gatos que quando acariciam, é a eles que acariciam. Amar não é ser egoísta, é tantas, tantas vezes o sacrifício de nós próprios! A dedicação de todos os instantes, um interesse sem cálculo, uns cuidados que em pequeninas coisas se revelam e o pensamento constante de fazer a felicidade de quem se ama.
Florbela Espanca, in "Correspondência (1920)"
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Chuva
Esta chuva que não para. Esta chuva que teima em não parar. Fala-nos os raios de sol para alegrar a nossa alegria.
Podia chover mas que não fosse aqui. De resto prefiro sempre a poesia à prosa. Sem facas.
Podia chover mas que não fosse aqui. De resto prefiro sempre a poesia à prosa. Sem facas.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
O regresso dos Capitão Fausto
Não me canso de elogiar o trabalho destes rapazes.
Porque valem mesmo a pena.
O disco novo "Pesar o sol" sai hoje.
Porque valem mesmo a pena.
O disco novo "Pesar o sol" sai hoje.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Sábados da minha vida I 6
Uma música excepcional, de uma banda ainda maior. Rock puro, e uma letra de nos fazer pensar.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Não percebo nada
E ao invés do que foi perguntado, afinal nunca há espaço para conversar.
Não há espaço para se saber.
Terá de voltar a ser Verão para se saber. Ou nunca mais.
Não há espaço para se saber.
Terá de voltar a ser Verão para se saber. Ou nunca mais.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
A mulher
Se é clara a luz desta vermelha margem
é porque dela se ergue uma figura nua
e o silêncio é recente e todavia antigo
enquanto se penteia na sombra da folhagem.
Que longe é ver tão perto o centro da frescura
e as linhas calmas e as brisas sossegadas!
O que ela pensa é só vagar, um ser só espaço
que no umbigo principia e fulge em transparência.
Numa deriva imóvel, o seu hálito é o tempo
que em espiral circula ao ritmo da origem.
Ela é a amante que concebe o ser no seu ouvido, na corola
do vento. Osmose branca, embriaguez vertiginosa.
O seu sorriso é a distância fluida, a subtileza do ar.
Quase dorme no suave clamor e se dissipa
e nasce do esquecimento como um sopro indivisível.
António Ramos Rosa, in "Volante Verde"
Uma mulher sem areia nenhuma
Tenho o santo horror da frieza calculada, da boa educação, do prudente juízo duma mulher. Aos homens pertence tudo isso, e a mulher deve ser muito feminina, muito espontânea, muito cheia de pequeninos nadas que encantem e que embalem. Meu amigo, se esperas ter uma mulher sem areia nenhuma, morres de aborrecimento e de frio ao pé dela e não será com certeza ao pé de mim... Comigo hás-de ter sempre que pensar e que fazer. Hás-de rir das minhas tolices, hás-de ralhar quando elas passarem a disparates (hão-de ser pequeninos...) e hás-de gostar mais de mim assim, do que se eu fosse a própria deusa Minerva com todo o juízo que todos os deuses lhe deram.
Florbela Espanca, in "Correspondência (1920)"
domingo, 19 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
Sábados da minha vida I 5
Um dia quando parecia um fugitivo enrolado em nostalgia surgiu esta música. Marcou-me pela rapidez. Salvou a minha vida um dia, lá muito atrás.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
Sábados da minha vida I 4
Uma música importante, de uma banda que não aprecio particularmente. Mas uma presença forte de Emma Daumas.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Estado e Cultura
A cultura é uma das formas de libertação do homem. Por isso, perante a política, a cultura deve sempre ter a possibilidade de funcionar como antipoder. E se é evidente que o Estado deve à cultura o apoio que deve à identidade de um povo, esse apoio deve ser equacionado de forma a defender a autonomia e a liberdade da cultura para que nunca a acção do Estado se transforme em dirigismo.
Sophia de Mello Breyner Andressen
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
sábado, 4 de janeiro de 2014
Sábados da minha vida I 3
"I am the ressurection", fica para a minha história como uma canção que me ressuscitou numa altura difícil.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Do novo ano
"This is the next century
Where the universal's free
You can find it anywhere
Yes, the future has been sold
Every night we're gone
And to karaoke songs
How we like to sing a long
Although the words are wrong"
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